terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dosagem de Uréia

Introdução.

A uréia é um produto do catabolismo de aminoácidos e proteínas. Gerada no fígado, é a principal fonte de excreção do nitrogênio do organismo. É difundida através da maioria das membranas celulares, e a sua maior parte é excretada pela urina, sendo que pequenas quantidades podem ser excretadas pelo suor e degradadas por bactéria intestinais. Os níveis glicocorticóide e o hormônio tireoidiano aumentam, e os androgênios e o hormônio do crescimento diminuem seus níveis séricos. Apesar de ser um marcador da função renal, é considerada menos eficiente do que a creatinina pelos diferentes fatores não-renais que podem afetar sua concentração. No entanto, sua elevação é mais precoce, e não sofre com a variação da massa muscular. A avaliação conjunta com a creatinina é útil no diagnóstico diferencial das causas de lesão renal.
A uréia é a principal forma excretora do nitrogênio proveniente do catabolismo protéitico. Forma-se no fígado a partir dos gripos NH2 (amoníaxo) liberados pela desanimação dos aminoácidos (ciclo da ornitina). Sua dosagem constitui o recurso mais utilizado para uma avaliação grosseira do estado de funcionamento renal. Antigamente utilizava-se a técnica gasométrica comparativa de Yvon, na qual o teor de uréia era deduzido do volume de N desprendido por um determinado volume de sangue sob ação do hipobromito de sódio. Hoje determina o teor de uréia a partir da amônia liberada pela ação catalítica da enzima uréase.
A finalidade da dosagem da uréia no sangue é utilizada para avaliar a função renal, ou para confirmar e/ou avaliar a evolução de uma patologia que afete a função dos rins. Ajuda a avaliar a intensidade de uma desidratação.
A taxa normal de uréia no plasma ou soro varia de 15 à 40 mg/dL
Valores aumentados de uréia no sangue ou hiperazotemia: pode ser devida a causas renais, pré-renais e pós-renais, ou indicam aumento da destruição de proteínas no organismo, como nas queimaduras extensas. Patologia renal. Obstrução urinaria (cálculo renal ou hipertrofia de próstata). Redução do fluxo sangüíneo renal (desidratação).
Nas causas renais contam-se a glomerulonefrite aguda (são afecções que acometem o glomérulo, estrutura microscópica formada por um emaranhado de capilares semelhantes a um novelo de lã. É a principal estrutura renal responsável pela filtração do sangue.), na qual só se observam aumentos moderados, nefrite crônica, rim policístico, nefrosclerose, necrose tubular aguda e coma diabético.
Nas causas pré-renais, existem dois grandes mecanismos capazes de provocá-la ( que amiúde coexistem no mesmo enfermo):
• Oferta deficiente de sangue no rim e;
• Superprodução de resíduos nitrogenados.
A insuficiência cardíaca, desidratação, choque, hemorragias digestivas, quadros neurológicos agudos e insuficiência cortiço-supra-renal representam as principais causas de hiperazotemia pré-renal.
As causas pós-renai são constituídas por qualquer tipo de obstrução acentuada do trato urinário( hipertrofia prostática, tumores).
As causas da uréia baixa podem esta relacionada à: Insuficiência hepática grave, nefrose não complicada de insuficiência renal, caquexia (é a perda de peso, atrofia muscular, fadiga, fraqueza e perda de apetite por alguém que não está tentando perder peso, ou seja, uma desnutrição aguda.), hemodiluição (diluição da massa eritrocitária).
Para fins de avaliação do estado de funcionamento renal é comum solicitar-se a dosagem de uréia juntamente com a de creatinina. A elevação desta última no sangue é mais tardia do que a da uréia, de modo que exibe maior valor prognóstico. As dosagens de uréia no soro ou plasma são muito menos sensíveis, como provas de função renal, do que teste de depuração; a taxa de uréia pode manter-se dentro dos limites normais até que a depuração da uréia ou da creatinina se tenha reduzido a menos 50%.

Drogas e circunstâncias que podem alterar os resultados:
Aminoglicósideos.
Anfotericina.
Cloranfenicol
Meticilina.
Má função hepática.

5 comentários:

  1. A taxa de uréia alta no sangue pode provocar inchaço nas pernas?

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  2. Venho tendo inchaço nas pernas. Gostaria de saber se o mesmo pode ser provocado pela alta taxa de uréia que se apresentou no meu recente exame de sangue?

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    1. Gostaria de receber uma resposta.

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    2. Olá Neyde, sou estudante de biomedicina, e agorinha mesmo estou fazendo um relatorio de dosagem de ureia, sei que no momento voce ja deve ter a resposta, porem é a primeira vez que entro neste blog, mas nao irei deixar de responder!!!
      A taxa de ureia aumentada pode sim provocar inchaços nas pernas, abdomem, palpebras, pulsos, tambem provoca queimaduras graves, insuficiencia cardiaca congestiva, ataque cardiaco recente dentre outros.. o aumento da ureia provém de uma dieta rica em proteinas e pelo estado de hidratação!! Sugiro que faça uma dieta com baixo conteudo proteico até os niveis se encaixarem dentro dos valores de referencia e nunca deixe faltar agua em seu dia-dia.

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